Para muitos, o conceito ainda é uma nebulosa constantemente confundida com a capacidade de controlar os sentimentos. Então, que tal voltarmos à história e recapitularmos a etimologia da palavra Inteligência? “A palavra latina intelligentia provém de intelligere, termo composto por intus (entre) e legere, que significa escolher ou ler. A inteligência, em sentido puramente etimológico, refere-se a essa capacidade de discernimento”. Para a Psicologia, Inteligência é a habilidade de responder da maneira mais adequada possível às exigências que o mundo apresenta.
Seguindo a mesma linha de raciocínio, a Inteligência Emocional refere-se à habilidade de adaptar sua resposta emocional para situações enfrentadas. O que não significa controlar seus sentimentos, mas as atitudes que podem surgir a partir deles.
E assim como toda e qualquer habilidade, a I.E. é passível de ser treinada, podendo ser aprendida ainda que tenhamos passado uma vida inteira sendo reativos e culpabilizando o “meu jeito de ser”.
Dito isso, surge a dúvida: como se tornar uma pessoa emocionalmente mais inteligente?
Do mesmo jeito que para aprender cálculos matemáticos, ler e escrever, exige treinos e um passo a passo, lidar com as emoções exige comprometimento para treinar e avançar um passo por vez.
Para auxiliar nossos leitores, reuni alguns tópicos importantes para quem desejar melhorar a Inteligência Emocional:
1- Entender que as emoções não existem por acaso, elas cumprem a função de nos ajudar a adaptar ao meio, estabelecer vínculos e nos impulsionar a realizar algo. Sendo assim, não existem emoções positivas ou negativas por si só. Como dica, aconselho que leiam: Emoções e Inteligência Emocional, de Fabiano Koich, e Manual de Orientação e Autodesenvolvimento Emocional, de Sônia Maria Guedes Godim, para que possam acolher suas emoções e o papel que cumprem.
2- Saber que Inteligência Emocional não é sobre controlar seus sentimentos, muito pelo contrário, é sobre conhecê-los! E isso só é possível quando nos permitimos sentir. Acreditar que quando desenvolvemos a capacidade de gerir nossas emoções ficamos isentos de sentir tristeza, raiva, medo ou ansiedade, por exemplo, é um erro que pode nos frustrar e atrapalhar nosso processo.
3- Conhecer suas emoções é conhecer a si mesmo, portanto, busque o autoconhecimento! Entendendo que todo nosso comportamento, seja ele consciente ou não, é para nos preservar, temos a tendência a replicar atitudes que funcionam para essa autopreservação. E se estas atitudes surgem a partir de emoções experimentadas, é extremamente importante observar nossas reações, conhecer como as experiências são elaboradas por nós e assim, reconhecer padrões e repetições que devem ser mantidos ou não. Mas você não precisa encarar esta jornada sozinho(a), busque ajuda profissional para conhecer a si mesmo, suas emoções e suas relações!
4- Lidar com nossas próprias emoções, em nosso íntimo, não é simples, mas ainda é mais fácil do que quando precisamos ter contato com o outro. Em situações de pressão ou em que há adversidades, sua capacidade de gerir emoções será colocada à prova, portanto, lembre-se que o processo é sobre você e não espere que o mundo externo colabore 100% para isso.
5- Ainda no que diz respeito ao outro, à medida em que aprimoramos a Inteligência Emocional, nos tornamos capazes de reconhecer as emoções nas outras pessoas, compreendê-las e apoiá-las genuinamente. Treine essa habilidade como oportunidade para melhorar seus relacionamentos pessoais e profissionais!
E para este treino, existem ferramentas que auxiliam o aprimoramento da I.E. como o Cis Assesment, que pode ser utilizado apenas por profissionais habilitados, e Treinamentos Comportamentais de Inteligência Emocional, cuidadosamente pensados para a necessidade do público alvo. O Centro AMA de Desenvolvimento disponibiliza estes e muitos outros meios para o desenvolvimento da Inteligência Emocional, seja a nível individual ou coletivo. Aproveite para nos conhecer!
Yamai Karen- Psicóloga
